terça-feira, março 02, 2010

Félix Ravaisson - Do Hábito (parte I)

O hábito, no sentido mais abrangente, é a maneira de ser geral e permanente, o estado de uma existência considerada, quer no conjunto de seus elementos, quer na sucessão de suas épocas.

O hábito adquirido é aquele que é a conseqüência de uma mudança.

Mas o que especialmente entendemos como o hábito, que é o assunto deste trabalho, não se refere apenas ao hábito adquirido, mas ao hábito contraído, por causa de uma mudança, em relação à mesma mudança que lhe deu nascimento.

Ora, se o hábito, após adquirido, é uma maneira de ser geral e permanente, e se a mudança é passageira, o hábito subsiste para além da mudança da qual é resultado. Ademais ,se o hábito, enquanto hábito e em sua essência mesma, só se remete à mudança que o engendrou, o hábito subsiste devido a uma mudança que já não é e que ainda não é – uma mudança possível: eis o sinal por que se deve reconhecê-lo. Ele não é apenas um estado, mas uma disposição e uma virtude.

Enfim, com exceção da mudança que tira o ser do nada à existência, ou da existência ao nada, toda mudança ocorre no tempo; ora, a mudança não engendra o hábito em um ser na medida em que modifica somente o ser, mas na medida em que se desdobra no tempo. O hábito tem tanto mais força quanto mais a mudança que o produziu se prolongue ou se repita. Logo, o hábito é uma disposição ligada a uma mudança e engendrada num ser pela continuidade ou repetição dessa mesma mudança.

Só é suscetível ao hábito o que é suscetível à mudança, mas nem tudo que é suscetível à mudança é, em conseqüência, suscetível ao hábito. O corpo muda de lugar; mas se uma pessoa lançar um corpo cem vezes seguidas na mesma direção, com a mesma velocidade, nem por isso esse corpo contrai um hábito: ele permanece sempre o mesmo que era em relação a esse movimento que lhe foi imprimido cem vezes. O hábito não implica somente a mutabilidade nem a mutabilidade em qualquer coisa que dure sem modificações: ele pressupõe uma mudança na disposição, na potência, na virtude interior daquilo em que se dá a mudança e não se modifica.


I. A lei universal – o caráter fundamental do ser – é a tendência a persistir na sua maneira de ser.

O Espaço e o Tempo são as condições sob as quais o ser nos aparece sobre o palco do mundo.

O espaço é a condição e a forma mais aparente e elementar da estabilidade ou da permanência; o tempo, a condição universal da mudança. A mais simples mudança, e a mais geral, é aquela relativa ao mesmo espaço ou ao movimento.

A forma mais elementar da existência é extensão movél, que constitui o caráter geral do corpo.

Se todo ser tende a persistir em seu ser, toda extensão móvel, logo todo o movél (pois não existe móvel que não seja extenso) persiste em seu movimento. Ele persiste no movimento com uma energia exatamente igual à quantidade de movimento. Essa tendência em perseverar no movimento é a inércia .

Desde o primeiro grau da existência estão reunidas a permanência e a mudança, e na mesma mudança a tendência à permanência.

Mas a inércia não é uma potência específica, suscetível de ser convertida numa disposição constante: ela é uma potência indefinidamente variável, como o próprio movimento, e indefinidamente disseminada na infinidade da matéria. Para que se constitua uma existência real, em que o hábito possa criar raízes, é preciso uma unidade real, uma coisa que na infinidade da matéria constitua, de uma forma ou de outra, a unidade, a identidade. Esses são os princípios que determinam, sob formas cada vez mais complexas e particularizadas, a síntese dos elementos, desde a união exterior no espaço até as combinações mais íntimas; desde a síntese mecânica do peso e da atração molecular até a mais profunda síntese das afinidades químicas.

Mas, em toda a extensão desse primeiro reino da natureza, os elementos que se unem, ao se unirem, só modificam as relações entre eles; ou se anulam reciprocamente, equilibrando-se umas às outras; ou se transformam numa resultante comum, diferente dos elementos [que a constituíram]. O primeiro desses graus é a união mecânica, o segundo a união física (por ex., a de duas cargas elétricas), o terceiro a união ou combinação química.

Nesses três casos não vemos nenhuma mudança que se realize num tempo mensurável. Entre o que pode ser e o que é não vemos nenhum meio [termo] ou intervalo, mas uma passagem imediata da potência ao ato; para além desse ato não existe nenhuma potência que se diferencie dele ou sobreviva a ele. Não existe nesse ato nenhuma mudança durável que possa dar nascimento ao hábito e à potência permanente em que ele seja capaz de se instalar.

Ademais, o resultado e o sinal da realização imediata de suas potências num ato comum é o desaparecimento de todas as partes constituintes na uniformidade do tudo: a síntese – mecânica, física ou química – é perfeitamente homogênea.

Ora, um todo homogêneo, qualquer que seja a diversidade original dos elementos constitutivos, é sempre indefinidamente divisível em partes integrantes semelhantes entre si e semelhantes ao tudo. Por mais penetrante que seja a divisão, ela não encontra o indivisível. A química busca em vão o átomo, que recua ao infinito. A homogeneidade exclui a individualidade; ela exclui a unidade verdadeira e por isso o verdadeiro ser. Num todo homogêneo existe ser, sem dúvida, mas não existe um ser.

Em toda síntese homogênea, há apenas uma existência indefinidademente divisível e múltipla, sob o império de forças difusas, em que o fato parece se confundir com a lei e a lei com a causa, na uniformidade de uma necessidade geral. Não existe aqui substância determinada nem energia individual em que a potência se abrigue, em que ela possa se estabelecer e conservar um hábito.

Logo, o hábito não é possível neste império da imediação e da homogeneidade que forma o reino Inorgânico.


II. No momento em que a mudança que opera a síntese na natureza deixa de ser uma reunião ou combinação imediata e começa a existir um tempo mensurável entre o fim e o princípio [da síntese] – a síntese já não é mais homogênea. Como para chegar a esse ponto é preciso uma seqüência de intermediários no tempo, também é preciso um conjunto de meios [ou intermediários] no espaço: os instrumentos e os órgãos. A unidade heterogênea no espaço é a Organização. A unidade sucessiva no tempo é a Vida; ora, com a sucessão e a heterogeneidade começa a individualidade. Um todo heterogêneo não se divide em partes semelhantes entre si e semelhantes ao todo. Ele já não é apenas ser, mas um ser.

Parece que se trata de um só e mesmo sujeito, de uma substância determinada que desenvolve, em diversas formas e épocas, sua potência interior. Aqui aparecem reunidas, de chofre, todas as condições do hábito.

Com a vida começa a individualidade. O caráter geral da vida é formar, dentro do mundo, um mundo a parte, uno e indivisível. As coisas inorgânicas – os corpos – estão totalmente entregues e imediatamente submetidas às influências exteriores, que constituem sua mesma existência. Elas são existências totalmente exteriores, sujeitas às leis gerais de uma necessidade comum. Ao contrário, todo ser vivo tem um destino próprio, uma essência particular, uma natureza constante em meio à mudança. Sem dúvida, tudo o que muda está na natureza, como tudo o que é está no ser. Mas o ser vivo é por si só uma natureza distinta, como por si só é um ser. Logo, o princípio da vida consiste tanto na natureza como no ser.

O reino inorgânico pode ser considerado, nesse sentido, como o império do Destino, e o reino orgânico como o império da Natureza.

Assim, o hábito só pode começar onde começa a natureza.

Ora, desde o primeiro grau da vida parece que a continuidade ou a repetição de uma mudança modifica, de acordo com essa mudança, a disposição do ser e que, por essa via, modifica a natureza.

A vida é superior à existência inorgânica, mas por isso mesmo ela a pressupõe como condição. A forma mais simples do ser é também necessariamente a mais geral; em conseqüência, ela é a condição para todas as outras formas [de vida]. A organização [ou a vida] tira do mundo inorgânico a matéria à qual dá a forma. Em última análise, a síntese heterogênea do organismo se decompõe em princípios homogêneos e, por conseguinte, inorgânicos. A vida não é um mundo isolado e independente do mundo exterior: ela está acorrentada às suas condições e sujeita às suas leis gerais. Ela padece incessantemente a influência do exterior; acontece que ela a supera e triunfa dela incessantemente. Assim, ela recebe a mudança por meio da relação com a forma inferior da sua existência – a sua condição ou matéria. Ela começa a mudança, pelo menos parece, por meio da virtude superior que é a sua natureza própria. A vida implica a oposição entre a receptividade e a espontaneidade.

Ora, o efeito geral da continuidade e da repetição da mudança que o ser vivo recebe de fora é o modificá-lo até destruí-lo ou o alterá-lo cada vez menos. Ao contrário, quanto mais um ser vivo repetiu ou prolongou uma mudança que se origina em si, tanto mais ele a produz e tende a reproduzi-la. A mudança que vem de fora se torna mais e mais estranha; a mudança que vem de si mesmo se torna mais e mais própria. A receptividade diminui, a espontaneidade aumenta. Eis a lei geral da disposição – e do hábito que a continuidade ou a repetição da mudança parece engendrar em todos os seres vivos. Se o caráter da natureza, que faz a vida, é a predominância da espontaneidade sobre a receptividade, o hábito não pressupõe apenas a natureza: ele se desenvolve na direção da natureza, abunda no mesmo sentido.

Assim como a organização pouco se afasta da homogeneidade inorgânica; assim como a causa da vida é múltipla e difusa, ou ao menos ainda está próxima do ser; assim como as transformações nessa organização são pouco numerosas; em suma, assim como a potência cuja manifestação é a vida só tem um pequeno número de graus a subir para atingir sua finalidade – assim a existência a custo está livre da necessidade, na qual o hábito dificilmente penetra. Entretanto, a duração da mudança vai deixando traços duráveis, tanto na constituição material da planta, como também na forma superior de sua vida. As plantas mais agrestes cedem à cultura:

… Haec quoque, si quis
Inserat aut scrobibus mandet mutata subactis,
Exuerint siluestrem animum, cultuque frequenti,
In quascumque voces artes haud tarda sequentur .

III. Mas a vegetação não é a mais elevada forma de vida. Acima da vida vegetativa está a vida animal. Ora, um grau a mais na vida superior implica maior variedade de metamorfoses, organização mais complexa, heterogeneidade superior. A partir daí se tornam necessários os elementos mais diversos; para que o ser os absorva na própria substância, é preciso prepará-los e transformá-los. Para tanto, faz-se mister que o ser aproxime [desses elementos] algum órgão apropriado; que se mova, inteiramente ou em partes, no espaço exterior; e que enfim esse órgão seja sucetível de receber dos objetos exteriores uma impressão – não importa de que natureza – que determine as mudanças convenientes. Eis as condições mais gerais da vida animal.

Ora, à medida que se sobe na escala dos seres, vê-se multiplicarem-se e definirem-se as relações da existência com as condições de permanência e de mudança na natureza, no espaço e no tempo; a permanência e a mudança são as principais condições do hábito.

A lei elementar da existência é a extensão, sem forma nem grandeza definidas, com a mobilidade indefinida – eis o caráter geral do corpo. A primeira forma que o determina é a figura com forma definida e a mobilidade com direção definida – eis o caráter geral do mineral (sólido). A primeira forma da vida é o desenvolvimento, o crescimento no espaço, com definição de direção e grandeza, em uma figura com grandeza e forma definidas – eis a vida vegetativa. Finalmente, o caráter geral e o sinal mais aparente da vida animal é o movimento no espaço. Com essa seqüência de relações com o espaço e o movimento se liga uma seqüência de relações análogas com o tempo. O corpo existe sem evoluir; ele está de algum modo fora do tempo. A vida vegetativa requer certo tempo o qual preenche com a sua continuidade. A vida animal já não é contínua: todas as suas funções oscilam entre as alternativas de repouso e movimento; todas elas são intermitentes , pelo menos na sucessão entre a vigília e o sono; as funções intermediárias, que têm como finalidade imediata a preparação para a vida vegetativa, estão sujeitas a períodos mais curtos e mais regulares.

A existência inorgânica não tem nenhuma relação definida com o tempo. A vida implica uma duração definida e contínua; a vida animal, uma duração definida, entrecortada de intervalos vazios e diferenciada em períodos – um tempo dividido e discreto.

Ora, é na intermitência das funções que a espontaneidade parece se manifestar mais claramente. O caráter da espontaneidade é a iniciativa do movimento. A iniciativa aparece evidente quando o movimento, na ausência de toda causa interna, recomeça após ter cessado. É necessário, assim parece, mais força e mais esforço para animar a matéria desalentada e inerte.

Com efeito, desde o primeiro grau da vida animal começa a se manifestar claramente a dupla influência da pura duração da mudança. Os elementos que antes excitavam uma irritação extraordinária nos órgãos, a longo prazo param de excitá-la, sem que pareça haver nenhuma modificação na constituição do órgão. Acontece um rebaixamento gradual da receptividade. Por outro lado, os fluidos vitais, cujos fluxos estão submetidos às intermitências características da vida animal, cada vez mais afluem – sem causa exterior subsistente e ao menos aparente – até as partes para onde foram chamados. Eles afluem para lá nas mesmas épocas. O hábito se revela como a espontaneidade na regularidade dos períodos. Se uma veia for aberta mais de uma vez a intervalos de tempo regulares, o sangue começa a se acumular naquele lugar segundo os mesmos intervalos . Existe uma regra de reincidência para a inflamação, o espasmo e a convulsão, sem nenhuma aparência de causa determinante no material do organismo . Os acessos de uma febre que, por acaso, reincide a intervalos iguais tendem a se converter em uma afecção periódica; a periodicidade passa a ser essencial a ela. Tudo isso é uma exaltação gradual da espontaneidade.


IV. Subindo mais um grau na vida, o ser não se move apenas por partes, mas se move inteiro no espaço – ele muda de lugar. Ao mesmo tempo, aos seus órgãos se acrescentam novos órgãos que recebem impressões de objetos exteriores a partir de distâncias cada vez maiores. Nesse novo período, se intensifica com força renovada o contraste entre a receptividade e a espontaneidade.

Com efeito, no mundo inorgânico a reação é exatamente igual à ação, ou melhor, nessa existência totalmente exterior e superficial a ação e a reação se confundem: ambas são um só e mesmo ato sob dois pontos de vista diferentes. Na vida, a ação do mundo exterior e a reação da própria vida vão se tornando cada vez mais diferentes e aparecendo como cada vez mais independentes uma da outra. Na vida vegetativa, elas ainda se assemelham e mantêm relações muito próximas. A partir do primeiro grau da vida animal, elas se distanciam e diferenciam; às afecções imperceptíveis da receptividade correspondem agitações mais ou menos consideráveis no espaço. Mas assim que o animal se move e se transporta por inteiro, a oposição da receptividade e da espontaneidade toma um caráter inteiramente novo. Os objetos exteriores impressionam os órgãos próprios da receptividade superior por intermédio de fluidos cada vez mais rarefeitos e sutis – o ar e o éter – enquanto os movimentos que parecem corresponder a tais impressões são cada vez mais amplos e complexos.

A manifestação da dupla lei da influência contrária da duração da mudança sobre o ser, segundo ele apenas padeça ou comece a mudança, é acompanhada pela manifestação da dupla lei do hábito, que aqui se manifesta por traços mais sensíveis e incontestáveis. As impressões perdem a força à medida que elas se reproduzem mais. Ora, as impressões aqui se tornam cada vez mais tênues e interessam cada vez menos à constituição física dos órgãos. O enfraquecimento gradual da receptividade parece cada vez mais o efeito de uma causa hiperorgânica. Por outro lado, os movimentos são cada vez mais desproporcionais às impressões da receptividade. O progresso do movimento também parece cada vez mais independente do princípio de alteração material do organismo .

Mas se a reação está cada vez mais distante e independente da ação a que corresponde, parece que cada vez mais se faz necessário um centro que sirva de fronteira comum, onde uma [a ação] chegue e de onde outra [a reação] parta; um centro que regule cada vez mais, à sua maneira e no seu tempo, a relação cada vez menos imediata e necessária da reação que produziu e da ação que padeceu. Não basta um meio termo indiferente, como o centro das forças opostas de uma alavanca; é preciso, cada vez mais, um centro que, por sua própria virtude, meça e libere a força .

Que seria semelhante medida senão um juiz que conhece, estima, prevê e decide? Quem é esse juiz senão o princípio que se chama a alma?

Assim parece que surge no império da Natureza a rainha do conhecimento e da previsão, e alvorece o primeiro albor da Liberdade.

Entretanto, isso ainda são apenas indícios obscuros, incertos e contestáveis – mas a vida dá um último passo. A potência motriz alcança, com os órgãos do movimento, um último grau de perfeição. O ser, no começo originado da fatalidade do mundo mecânico, se manifesta no mundo mecânico sob a forma realizada da atividade a mais livre. Ora, esse ser somos nós mesmos . Aqui começa a consciência, e na consciência brilham a inteligência e a vontade.

Até aqui, a natureza é para nós um espetáculo que só vemos pelo lado de fora. Das coisas, só vemos a exterioridade do ato: não vemos nem disposição nem a potência delas. Na consciência, ao contrário, é o próprio ser que age e vê o ato, ou melhor, o ato e a visão do ato se confundem. O autor, o drama, o ator, o espectador são apenas um. Somente aqui se pode esperar surpreender o princípio do ato.

É, portanto, só na consciência que podemos encontrar o tipo do hábito; é só na consciência que podemos esperar, além da constatação da sua lei aparente, a apreensão do seu como e porquê, a investigação profunda de sua geração e a compreensão de sua causa.

6 comentários:

HelioPereiriano disse...

A sua tradução conseguiu revelar a beleza deste texto. Levei três dias lendo detidamente cada parágrafo. Salvei e vou ler de novo.

Luiz de Carvalho disse...

Evidentemente, são seus olhos. Mas obrigado.

Anacoreta disse...

Prezado Luiz:
Gosto muito do seu blog e suas traduções. Gostaria de saber se você gostaria de me ajudar a traduzir uma parte das revelações a S. Brígida (século XIV) do inglês para o português para uns religiosos publicarem no site deles (e, se você quiser, em seu blog). Traduzi uma parte e o texto é muito longo (já há textos também em espanhol, francês, italiano,etc). Contate-me por povodasmatas@gmail.com. Grato! Márcio.

Contato Intusforma disse...

Luiz, que texto! Estou pesquisando sobre o Hábito e sua formação. Tenho procurado esse livro, mas não o encontro em nenhum lugar aqui no Brasil. Sabes se existe alguma edição em português para comprar? Gostaria de citar em meu trabalho, mas precisaria de uma edição publicada...
Podes me ajudar?
Obrigada e parabéns pelo trabalho!
Ana

Contato Intusforma disse...

Olá Luiz, que texto!
Estou pesquisando sobre o hábito e sua formação e gostaria de usar esse texto em citação.
Tenho procurado esse livro mas não o encontro no Brasil, sabes onde consigo encontrar um exemplar?
Parabéns pelo excelente trabalho do seu blog!
Ana

Anônimo disse...

Prezada Ana,

Há uma edição portuguesa deste livro, cuja tradução, lançada em 1945 e reeditada mais tarde pela editora Inquérito, é do filósofo Álvaro Ribeiro.

A que está no blogue é tradução minha e que, algum dia, há de ser publicada em papel.

Abraços,

Luiz.